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quarta-feira, 14 de abril de 2010

Pesquisadores descobrem mais profundo vulcão submarino

Quando pensamos em vulcões, imediatamente vem à mente aquelas montanhas altas com a típica aparência em forma de cone, muitas vezes jorrando lava incandescente acompanhada de nuvens que se elevam em grande altitude. Mas os vulcões também existem no mar e algumas vezes estão tão fundo que somente com robôs submarinos é que os cientistas conseguem explorá-los.


Na última segunda-feira, 12 de abril de 2010, um grupo de cientistas do Centro Oceanográfico Nacional, da Grã-Bretanha, revelou ao mundo a descoberta de um novo vulcão submerso e que segundo os pesquisadores é o mais profundo já encontrado. De acordo com as primeiras observações, o vulcão está a 5 quilômetros de profundidade na Fossa das Cayman, ponto de encontro de diversas falhas geológicas da Ilha Hispaniola, no Mar do Caribe.

Para chegar até o vulcão, os pesquisadores utilizaram um pequeno robô-submarino conectado por cabo até o navio oceanográfico RRS James Cook, pilotado pelo geólogo Bramley Murton. Segundo Murton, a sensação de explorar a área é como explorar a superfície de outro mundo. "O lugar é repleto de depósitos multicoloridos de minerais e gigantescos aglomerados azuis fluorescentes de micro-organismos. É indescritível".

De acordo com o cientista, na base da cadeia alimentar estão as bactérias que tiram proveito do metano e do enxofre que são expelidos continuamente pelas chaminés subaquáticas do vulcão. Ali, a água do mar penetra pelas rachaduras das chaminés e chega até a crosta da Terra. Em algumas estruturas a temperatura pode chegar a mais de 400 graus Celsius, suficientes para derreter metais como o chumbo, mas a elevada pressão 500 vezes maior que da atmosfera, impede que a água entre em ebulição.


Apesar do ambiente ser extremamente letal para os seres humanos ou outros habitantes da superfície, Murton não descarta a possibilidade de identificar novas formas de vida naquele ambiente, além das bactérias já identificadas.

"Sabemos mais sobre a superfície da Lua e de Marte do que sobre nosso próprio planeta, porque dois terços da Terra são cobertos por oceano. Isso torna sua exploração muito difícil e cheio de entraves que limitam a exploração”, comentou a geofísica Maya Tolstoy, ligada ao departamento de ciências da Terra da Universidade Colúmbia.

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